Olá!
Hoje o assunto é dança do ventre, porque no sábado passado assistimos a Mostra Piauienses de Dança do Ventre no Teatro 4 de Setembro (evento organizado pela Laywilsa Farah) (à propósito todas as fotos são da Ana e foram tiradas lá).
| Laywilsa Farah |
A dança do ventre tem origem datada de 7000 a 5000 a.C, e é atribuída a rituais de fertilidade e celebração da vida, havendo registro de sua prática em diversas regiões do Oriente Médio e da Ásia Meridional, como o antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Pérsia e Grécia.
| Participação especial em homenagem ao dia das mães |
Atualmente a dança se propagou pelo mundo e em Teresina existem várias Escolas de Dança do Ventre.
| Suelen Marimoto - convidada do balet do Faustão (faz dança árabe há 20 anos) |
Mas falando sobre vestuário, a dança já possui um figurino característico de quem a prática. Segundo Umberto Eco, é assim: “o hábito fala pelo monge, o vestuário é comunicação além de cobrir o corpo da nudez, ele tem outras finalidades”. Bem! A finalidade aqui é mostrar a simbologia e facilitar os movimentos próprios desse tipo de dança, porém variando em cores, formas e acessórios utilizados.
Em História da Indumentária "a simbologia sempre foi intensa na construção dos trajes, tem significados perante a sociedade, perante a personalidade, perante uma forte distinção de classes, exploração de artifícios sexuais ou até ocultação destes artifícios. No teatro ou qualquer outra representação artística, temos a representação destes significados e caracterização subliminar ou exagerada através das roupas e acessórios, os quais se encarregam se passar as mensagens sugeridas” (GHISLERI, 2006).
Como no caso da dança com espada:
A origem do uso da espada não é necessariamente atribuída á cultura egípcia ou árabe, sendo explicada por várias lendas e suposições. Na história, se diz que na época das invasões dos bárbaros em terras egípcias, as bailarinas eram escravizadas e dançavam equilibrando espadas na cabeça como uma forma de dizer:
"sua espada aprisiona meu corpo, mas meu espírito é livre!”.
Já nas danças folclóricas, cada uma mostrava as diversidades de regiões do mundo árabe. A Raks Al Assaya (versão feminina de uma dança masculina chamada Tahtib), dança do sul do Egito, era dançada com o bastão (no ocidente, bengala):
| A vestimenta cobre o ventre e pode ser de vários modelos, com abertura lateral, ou não, justa ou mais folgada; também são usados acessórios como xales, cintos, enfeites de cabeça, brincos |
Quando houve a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fugiram para o Ocidente e a dança folclórica árabe, dependendo das manifestações políticas e religiosas de cada época, ou era reprimida ou era cultuada.
No período da expansão comandada por Napoleão existiam as Ghawazee que eram dançarinas populares, ciganas - descendentes dos grupos de ciganos dumi (دومي) (ou nawar) e helebi (os mais comuns no Egipto e na região do Levante). É daí que elementos do vestuário cigano se incorporam ao figurino da dança do ventre, e estão presentes em apresentações de dança árabe na cidade:
Já o uso do Véu ou Hijad (que significa: algo que separa duas coisas), ao contrário do que se pensa, foi introduzido na dança do ventre por bailarinas russas, e aprimorado pelas ocidentais, especialmente as americanas.
Gostaram da nossa pesquisa? Esperamos que sim!
Sugiram Posts… Semana que vem vamos atender uma sugestão e falar de moda Plus Size!
Até a próxima dezmoda!
REFERÊNCIAS:
FOTOS Ana Candida.
GHISLERI, Janice. Linguagem do Vestuário Teatral. In Teatro Colheita. Disponível em: <https://teatrocolheita.wordpress.com/2006/11/10/linguagem-do-vestuario-teatral/>. Acesso em: Maio de 2015.
KUSSUNOKI, Sandra. A Dança e o Ventre: aparência corporal na contemporaneidade - o mito da barriga. São Paulo: Paco Editorial, 2011.
WOSIEN, Marie Gabrielle. Danças Sagradas. Madri: Edições Del Prado, 1997.
ROGER. Figurino de Dança. In Mundo da Dança. Disponível em: <http://www.mundodadanca.art.br/2010/09/figurino-de-danca.html>. Acesso em: maio de 2015.
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